Com impasses na política e na economia, condições do mercado se deterioram no início de 2019

De acordo com informações atualizadas do Radar Abrainc-Fipe, as condições do mercado imobiliário se deterioram no primeiro trimestre de 2019, encerrando março com nota média de 4,7 na escala entre 0 (menos favorável) a 10 (mais favorável). A oscilação no comportamento da nota geral refletiu a queda observada nos indicadores relacionados ao crédito imobiliário e ao ambiente setorial, interrompendo trajetória de recuperação observada nos meses anteriores. Comparativamente, os resultados do primeiro trimestre de 2019 representam uma queda da nota média geral em 0,2 ponto em relação ao encerramento de 2018 (dezembro/2018), alta de 0,5 ponto nos últimos 12 meses (março/2018) e avanço de 1,5 ponto na janela dos últimos 24 meses (março/2017). Nesse horizonte mais amplo de análise, é possível evidenciar sinais de recuperação em todas as dimensões monitoradas pelo Radar, com destaque para avanços nos indicadores de ambiente macroeconômico (via aumento da confiança e do nível de atividade), crédito imobiliário (via queda da taxa de juros e oferta de recursos) e ambiente setorial (via aumento do número de lançamentos residenciais). Todavia, na ótica de curto prazo, a retomada de condições mais favoráveis para o mercado imobiliário depende da solução de impasses e incertezas no quadro político econômico do país, abrindo espaço para recuperação sustentada de indicadores relacionados à demanda, via expansão do emprego formal e da renda da população.

Fonte: ABRAINC / FIPE

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